A Diretoria Adjunta de Saúde e Qualidade de Vida (DASQV) - Polo Arapiraca lança, a partir desta quarta (16), questionário para identificar se magistrados e servidores sofrem de Disfunção Temporomandibular (DTM). As perguntas podem ser acessadas por meio de QR Code.
De acordo com a chefe do Departamento de Odontologia do Tribunal de Justiça, Yoko Ono, DTM se refere às anormalidades que atingem a articulação temporomandibular (ATM), músculos da mastigação e demais estruturas envolvidas na movimentação da mandíbula.
O TJAL já realizou pesquisa, em 2023, que constatou que apenas 11% dos participantes não apresentaram nenhum sinal de DTM. Os demais apontaram sintomas leves, moderados e severos.
Sintomas e causas
Entre os sintomas mais recorrentes estão dificuldade, dor ou limitação para abrir ou movimentar a boca, ruídos nas ATMs, travamento da mandíbula, dores na face ou próximas ao ouvido, cansaço nos músculos da face, dor de cabeça, entre outros.
"É comum pacientes com DTM apresentarem cefaleia (dor de cabeça) associada e essa condição pode ser incapacitante para o desempenho das atividades rotineiras diárias, inclusive laborais", destacou a dentista.
Já em relação às causas, Yoko informou que são multifatoriais, ou seja, existem fatores que podem desencadear, perpetuar e contribuir para que a disfunção se apresente.
Alguns desses fatores são trauma na ATM, estresse emocional, doenças articulares, apertamento constante dos dentes quando acordado, bruxismo do sono e hábitos nocivos, como mascar chicletes e roer unhas.
Tratamento e prevenção
O tratamento da DTM geralmente é feito de forma cautelosa. São empregados métodos conservadores e reversíveis, com o uso de dispositivos intrabucais como placa miorrelaxante e medicamentos, além de terapia cognitivo-comportamental, termoterapia, entre outros processos.
"Em casos específicos, podem ser realizados procedimentos mais invasivos, dentro da ATM, sendo a cirurgia a última alternativa de tratamento".
A prevenção envolve a redução dos fatores de risco. É importante a pessoa cuidar da saúde bucal, não possuir hábitos prejudiciais de apertamento dental, não roer unhas ou mascar chiclete, controlar o estresse e manter uma boa postura corporal.
Pesquisa
Na última pesquisa, 118 voluntários responderam ao questionário da DASQV. Desse total, 89% apresentaram os sintomas da DTM, sendo 25,4% de forma leve; 30,5% moderada e 33,1% severa.
"Os resultados apontam que é preciso uma maior atenção aos cuidados com a ATM, pois é a articulação responsável pelos movimentos da boca, permitindo a mastigação, a fala e a deglutição de forma adequada", frisou Yoko.
Em Arapiraca, a pesquisa irá durar 30 dias, e os participantes receberão o resultado por e-mail. Após a identificação da disfunção, os servidores serão convidados a comparecer aos consultórios odontológicos do TJAL para confirmação diagnóstica e orientação de tratamento adequado.
Carol Neves - Dicom TJAL
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